J
oão Roberto Ripper Barbosa Cordeiro (Rio de Janeiro RJ 1953). Fotógrafo. Fotojornalista autodidata, inicia a carreira no jornal Luta Democrática, passando em seguida pelos jornais Última Hora e O Globo, antes de se tornar um dos fundadores (com Ricardo Azoury e Rogério Reis) da sucursal carioca da agência F4, em 1985. Tem papel primordial na defesa dos direitos e na melhoria das condições de trabalho dos fotógrafos no Brasil, em virtude de militância trabalhista e sindical, na Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro (da qual é vice-presidente, em 1981) e no Sindicato dos Jornalista Profissionais do Rio de Janeiro (que preside em 1983).
No início dos anos 90, cria a Imagens da Terra, entidade sem fins lucrativos, especializada na fotografia documental de denúncia social. Sua atuação nesse campo é tão relevante, que leva a Anistia Internacional a ilustrar quase que exclusivamente com fotografias de sua autoria o relatório que publica, em 1988, sobre a Violência no Campo no Brasil.
P
aulista, nasceu em 1940 e esteve ligada ao movimento de agitação política dos anos 70, como as greves do ABC. Formou-se em Rádio em Televisão pela Universidade de São Paulo em 1972, mesmo ano em que começou a fotografar profissionalmente, produzindo audiovisuais para a Alfa Comunicações. Em 1976. Fundou a Agência F4 de Fotojornalismo juntamente com Juca Martins, iniciativa pioneira que impulsionou o nascimento de outras agências.

Tem fotos publicadas tanto em revistas nacionais como Veja, IstoÉ, Marie Claire, Claudia, Ícaro, Vaccance, como nas internacionais Stern, Paris-Match, BBC-Ilustré, Zoom, NewsWeek, Time, GeoMagazinbe, SouthMagazine, Nuova Ecologia, Ecos, Science, Figaro Magazine.
Suas fotografias integram os acervos do MoMa, de Nova York, do Smithsonian Institute, em Washington, do MAM/RJ e da Coleção Masp-Pirelli Realizou exposições em São Paulo, Rio de Janeiro e em outros países como França, Espanha, Cuba, Itália, Estados-Unidos, Suíça, Equador e México.
Sempre esteve ligada ao fotojornalismo e a temas sociais, como por exemplo festas populares a Mulher, o Menor, o Índio, os homossexuais. Foi comissionada pela Unicef, durante 1988 e 89, para realizar documentação sobre a situação da mulher e criança na América Latina. Em 1991 desligou-se da F4 para fundar a N Imagens. Integra também a equipe da NAFoto
R
enato Soares, fotógrafo e documentarista especializado no registro aprofundado de povos indígenas, bem como da arte, cultura e biodiversidade do país.
Desde 1986 realiza sistemáticas viagens pelo território nacional para retratar diferentes formas de expressão cultural dos variados grupos étnicos brasileiros. A identificação com o universo indígena o tem levado a longos períodos de imersão em aldeias e reservas, e o estimulou a desenvolver o projeto Ameríndios do Brasil – uma ambiciosa documentação fotográfica das quase 300 nações indígenas do país. Trata-se do resgate, através da imagem, desses personagens ancestrais que se encontram enraizados em nossa alma.

Ameríndios do Brasil visa à criação e à construção de um grande acervo etnográfico, jamais fotografado na integralidade no país. Um documento precioso de inclusão dos povos originais do Brasil. O acervo terá várias utilizações e será dirigido à educação de diversas maneiras: livros didáticos e paradidáticos, livros de arte, editoriais, palestras e conferências interativas, ações institucionais, exposições fotográficas, produções audiovisuais, tecnologias virtuais e outras mídias. É colaborador de revistas de grande expressão editorial, como a National Geographic e Scientific American.
F
otógrafo carioca formado no fotojornalismo, Walter Firmo faz parte da historia da fotografia brasileira. Estreou no jornal “Última Hora” em 1957 e desde então esteve nos mais importantes veículos de imprensa escrita brasileira: “Jornal do Brasil”, revistas “Realidade”, “Manchete”, “Veja” e “Istoé”. Em 1986 fundou e dirigiu o Instituto Nacional de Fotografia da FUNARTE e desde 1992 distribui seu conhecimento fotográfico em cursos por todo o país.
Expõe suas fotos nos principais centros culturais do país e do exterior e recebeu diversos prêmios e homenagens, como o Prêmio Esso de Jornalismo pela reportagem “Cem dias na Amazônia de ninguém”, uma série de cinco reportagens (texto e fotos) publicadas no Jornal do Brasil em 1963, o Golfinho de Ouro, concedido pelo governo do Estado do Rio de Janeiro em 1985 e nove vezes o Prêmio Internacional de Fotografia Nikon,. A qualidade de seu trabalho pode ser notada nos livros: “Walter Firmo. Antologia Fotográfica”, “Paris parada sobre imagens” e “Rio de Janeiro cores e sentimentos”, além de diversas participações em livros de fotografia e exposições coletivas. Recebe o reconhecimento internacional quando citado no verbete “fotografia” da Enciclopédia Britânica, em 1971.
Seu acervo cobre fatos relacionados a uma temática social e bem brasileira, registrando nosso folclore, nossa cultura e personagens típicos, de norte a sul do país, além de célebres figuras da cultura brasileira.
Walter Firmo não pára. Aos 65 anos de idade, mostra toda a sua garra juvenil e empolgação pelo prazer de fotografar, enfrentando grandes desafios e cansativas viagens em busca de fotos únicas, de uma expressão artística peculiar e fazendo poesia das imagens que vê.
“Creio que a verdadeira função de uma fotografia é sobre tudo educar, levando ao espectador sempre algo de novo: o ato de ver uma fotografia será sempre um ato de conhecimento” W. F